DESCUBRA O MUNDO QUE PERTENÇO

MANIFESTO

O PROBLEMA

Pertencimento está relacionado ao quanto nos sentimentos conectados com algo ou alguém. Geralmente ele está ligado àquilo que é nosso, seja nossa família, nossa casa, nossa vizinhança, etc, que é o que buscamos tomar responsabilidade pelo bem-estar e cuidamos.

Porém, vivemos em tempos de separação, onde os comportamentos são condicionados por diversos fatores de negatividade que nos levam a agir em um espaço de medo e de egoísmo. Desde a grande aclamação às notícias negativas na mídia até as inconscientes reclamações que ouvimos e fazemos diariamente sobre diversos assuntos, sobrecarregam nossa mente de informações e fazem com que a confusão e a insegurança perdurem-se.

Uma vida baseada no medo torna muito mais difícil pensar e exercer o altruísmo e resulta em infelicidade, estagnação e podem gerar grandes dificuldades de viver o momento presente, causando ansiedade, depressão e uma eterna busca por propósito e felicidade.

Somos ensinados a construir casas com muros como se fossem muralhas, nos trancamos não somente no literal, mas também em nossas conexões com as pessoas. E quando nos expomos, fazemos de maneira desconfiada evitando desconhecidos a qualquer custo.

Mas o que acontece se o desconhecido for a sua única fonte de esperança?

A INSPIRAÇÃO

Meu primeiro mochilão aconteceu em 2015. Planejei uma viagem de um ano pelo Sudeste Asiático com a ideia de participar de projetos de voluntariado na Índia, em Myanmar e na Indonésia. A realização de um sonho de vida: o famoso ano sabático.

Sempre imaginei isso muito distante da minha realidade. Eu não falava uma segunda língua, vinha de uma família pobre e acreditava que para fazer algo assim era preciso de muito dinheiro. Com trabalho, organização, comprometimento e foco, eu consegui estudar e reservar uma quantia suficiente para embarcar para o outro lado do mundo.

Conheci a Europa, a Austrália, morei dois meses com uma família muçulmana na Indonésia trabalhando voluntariamente com aulas para a comunidade, vivi em um monastério Budista ensinando inglês para crianças órfãs e passei mais de dez dias meditando em silêncio.

Contudo, somente depois de uma experiência de perda que uma grande tomada de consciência sobre a vida aconteceu e todas essas vivências tomaram maior significado. Foi logo no início, apenas quatro meses depois de sair do Brasil, fui furtado e perdi todo o dinheiro que havia economizado durante meses. Eu não tinha mais como voltar para casa, muito menos como me manter no mesmo padrão de viagem que estava levando. Todo sonho construído tinha desmoronado.

Por mais que possa parecer algo desesperador, com esse ocorrido eu tive possibilidade de entender a importância das conexões humanas e qual é o meu papel na sociedade.

Minha forma de viajar mudou e minha percepção sobre o mundo também. Depois de duros processos, segui minha intuição e me permiti estar em uma situação de grande vulnerabilidade para continuar na estrada. Adaptei meus planos e comecei a viajar com pouquíssimo dinheiro. Passei a pegar caronas, a dormir em casa de “estranhos”, troquei serviços por alimentação e quando não conseguia onde dormir, simplesmente acampava ao lado de postos de gasolina.

Onde poderia dizer que aconteceria o pior, o mal, o que vivenciei foi abundância de bondade e solidariedade! Fui muito ajudado, conheci pessoas inexplicavelmente caridosas e encontrei amor onde o medo poderia ter tomado conta.

A viagem, primeiramente planejada para um ano na Ásia, se tornou uma volta ao mundo com duração de mais de dois anos, passando por 27 países, em quatro continentes diferentes e por vários estados brasileiros.

Todos esses processos me proporcionaram um profundo autoconhecimento e uma grande ligação com diferentes culturas. Viajar deixou de ser “lugares” e passou a ser “pessoas, fazendo com que eu entendesse que todos os indivíduos geram impacto no mundo e que depende das nossas decisões se ele vai ser positivo ou negativo. Ajudar, ser compassivo e amoroso com o próximo é da nossa natureza, mas para viver ela, é necessário quebrar crenças, seguir nossa intuição e nos comprometer com nosso propósito. Podendo sim sermos catalisadores da mudança que queremos ver no mundo.

Ao voltar ao Brasil, consciente de tudo que vivi, fui tomado fortemente pela vontade de me responsabilizar pelo bem-estar do outro. Mudei minha carreira profissional, me especializei em ciências sociais e empreendedorismo e redirecionei minha vida para gerar impacto positivo na sociedade com a minha profissão, atos e escolhas.

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A TRANSFORMAÇÃO

Pertencimento é a nossa essência, vêm do nosso coração.

Quando viajamos de maneira autêntica, com o espírito flexível e ouvindo a nossa intuição nos colocamos abertos para criar vínculos com as pessoas e com os lugares. Consequentemente cultivamos o pertencimento em nos nossos corações e passamos a criar uma responsabilidade por aquele ambiente.

Desenvolvemos o autoconhecimento e elevamos a consciência, gerando melhor comunicação, empatia e compaixão, pois mergulhamos no desconforto da ambiguidade e da incerteza e criamos espaço para a vulnerabilidade nos conectar como humanos. Passamos a compreender o nosso papel na sociedade e como podemos agir para torná-la um local melhor para todos.


Muito pode ser feito a partir do momento em que você compreende que suas atitudes causam impacto no mundo.

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“A vontade de assumir os riscos e de se comprometer com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e a clareza de nosso propósito.”

Brené Brown